Cidades,ambiente e turismo
No último final de semana fui fazer compras no Mercado Central de Belo Horizonte, um lugar que eu adoro e onde encontro uma grande variedade de produtos alimentícios de boa qualidade principalmente, os maravilhosos queijos Canastra de Araxá, São Roque de Minas e do Serro além de especiarias, temperos e outros produtos que só compro lá.
Pelo menos uma vez por mês vou ao Mercado Central e sempre tenho grande prazer de rodar pelos seus corredores repletos de barracas e pessoas.
A única coisa que não gosto no Mercado Central e sempre evito, é caminhar pelo corredor onde ficam expostas em gaiolas várias espécies de animais como filhotes de cães e pássaros.
Não gosto e morro de pena de ver tantos animais presos, além do cheiro do lugar não é nada agradável.
Dessa última vez que lá estive fui caminhando, entrando e saindo por diversos corredores e quando me dei conta estava justamente no setor dos animais e não tive jeito de escapulir. Aproveitei então para tirar algumas fotos dos passarinhos presos.
Enquanto fotografava, um segurança do local disse-me que não era permitido clicar os animais e que eu poderia fotografar qualquer coisa exceto os pobres bichinhos engaiolados.
Fiquei intrigada com a proibição.Será que a administração do estabelecimento tem medo de que, através das fotos, seja revelada a situação constrangedora a que esses animais são submetidos?
Sinceramente, acho um absurdo tantos animais serem expostos a uma situação estressante como vivem no Mercado Central. Para mim, essa é a grande mácula desse espaço tão tradicional de Belo Horizonte. Com certeza, o Mercado seria muito mais legal e agradável de se visitar se não tivesse essa ala de comércio de animais.
Eu já havia fotografado os bichinhos antes do guarda me proibir e como não apaguei as fotos, aproveito para postá-las aqui como forma de protesto contra o aprisionamento de cães e pássaros em um espaço inadequado, “desumano” e malcheiroso que é o corredor de animais do Mercado Central.