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domingo, 11 de outubro de 2009

Mais preparadas porém, ainda desvalorizadas!



Notícias como esta que você vai ler a seguir me deixam um pouco incomodada por ver como nossa sociedade ainda é machista, preconceituosa e injusta. E também nos mostram que a luta da mulher para ser respeitada e valorizada ainda tem um longo caminho a ser percorrido.

Mas, fiquem todos tranquilos pois, nós mulheres, não vamos desistir de chegar lá e de continuar nossa batalha pelo reconhecimento e valorização de nossa capacidade produtiva e não apenas reprodutiva. A luta continua...

IBGE: apesar de estudar mais, mulheres ganham menos

As mulheres têm mais escolaridade, mas ganham menos em todas as posições na ocupação, revela a Síntese de Indicadores Sociais, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2008, na área urbana do País, a média de escolaridade das mulheres ocupadas foi de 9,2 anos de estudos, enquanto para os homens foi de 8,2 anos. Na área rural, a média de anos de estudo, "apesar de estar em patamares mais baixos", também é favorável às mulheres (de 5,2 anos de estudo, ante 4,4 anos para os homens). Porém, em todas as posições na ocupação, o rendimento médio dos homens é maior que das mulheres.

A maior diferença de rendimento médio é na posição de empregador, onde os homens auferem, em média, R$ 3.161, enquanto as mulheres recebem apenas R$ 2.497, ou seja R$ 664 a mais para os homens, "o que corresponde a dizer que as mulheres empregadoras recebem 22% a menos que os homens", segundo o documento de divulgação da pesquisa.

De acordo com a Síntese de Indicadores Sociais, os brasileiros brancos tinham, em média, em 2008, quase dois anos a mais de escolaridade que pretos e pardos. Mas a pesquisa revela também que, de 1998 a 2008, houve "significativa melhora" na distribuição da frequência por níveis de ensino entre a população de cor preta e parda.

Fonte: Com Agência e www.vermelho.org.br