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quinta-feira, 23 de junho de 2011

HPV causa 90% dos casos de câncer de colo de útero


O vírus do papiloma humano (HPV, na sigla em inglês) é a doença sexualmente mais comum que existe. Atinge tanto homens quanto mulheres, e pode causar verrugas ou feridas genitais.
Nas mulheres, porém, o vírus gera uma preocupação a mais. Em 90% dos casos de câncer do colo de útero, o HPV é o responsável. Para prevenir essa doença, o segundo tipo de tumor mais comum entre mulheres, é preciso fazer o exame papanicolau com a frequência recomendada (veja no quadro abaixo).
HPV valendo (Foto: Arte/G1)
















Existem dois tipos de vacina contra o HPV, mas nenhum deles protege contra todas as variações. Por isso, o exame preventivo também deve ser feito mesmo em mulheres vacinadas.
As três doses necessárias ainda não estão disponíveis na rede pública de saúde. Nas clínicas particulares, custam em média R$ 1.000, e a aplicação é recomendada principalmente em meninas e adolescentes. Antes do início da vida sexual, a eficácia é de quase 100%.
Apesar de o vírus ser mais perigoso para as mulheres, a imunização de homens também é importante. Afinal, além do risco de ter verrugas genitais, eles podem transmitir o vírus, o que pode não ocorrer se estiverem vacinados.
A transmissão do HPV acontece por contato direto com a pele infectada. Os tipos genitais são passados na relação sexual. Também há estudos que demonstram a presença rara dos vírus na pele, na laringe (cordas vocais) e no esôfago. O desenvolvimento de qualquer tipo de lesão clínica em outras regiões do corpo é bastante raro.
Compartilhar toalhas ou roupas íntimas também pode transmitir o vírus. O micro-organismo é capaz de sobreviver até uma semana em peças de roupa, por exemplo. Contudo, se essa peça for lavada com água e sabão, ele desaparece. No caso de copos, não há nenhuma evidência científica de que o compartilhamento transmita o HPV.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Vacina ajuda homens a prevenir HPV









Os homens também podem optar pela vacina quadrivalente para se proteger do HPV, vírus causador, no caso deles, do câncer de pênis, ânus e verrugas anus-genitais, conhecidas como crista de galo. A aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) da vacina contra o HPV para homens pode ajudar a reduzir a quantidade de vírus circulante entre os homens. Estudo norte-americano mostrou que mais de 50% dos homens entre 18 e 70 anos no Brasil estão infectados pelo vírus.

São indicadas três doses para a imunização, totalizando cerca de R$ 900 (R$ 300 a dose) para homens com idades entre 9 e 26 anos. A medida e a vacinação em massa (imunidade de grupo) de mulheres,são apontadas, por infectologistas, como alternativa mais eficaz contra o câncer de colo de útero, o segundo tipo de câncer mais comum entre as mulheres. De acordo com os dados do Instituto Nacional do Câncer, são cerca de 500 mil novos casos por ano. No Brasil, o risco estimado é de 18 casos a cada 100 mil mulheres. A vacina estava disponível na rede particular para as mulheres desde 1998.

No entanto, a inclusão da vacina no sistema público de saúde está em discussão. As mulheres seriam as primeiras a serem vacinadas. De acordo com a professora da Santa Casa de São Paulo e da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) Luísa Villa, os homens se vacinarem não é apenas um ato altruísta, mas uma maneira efetiva de resguardar a própria saúde. “A vacina os protege contra infecções, doenças anal, genital e na cavidade oral-orofaringe”, pontua.

Os especialistas reforçam que a possibilidade de o homem se vacinar, indiretamente, também é uma maneira de proteger as mulheres, uma vez que o contágio ocorre pelo contato sexual, mesmo com o uso de preservativo. “É uma responsabilidade compartilhada. Ambos participam da cadeia de transmissão”, comenta Luísa.

Como o uso do preservativo confere uma proteção de 60% a 70%, a vacina é a forma de prevenção mais eficaz contra os tipos mais graves do HPV (6 e 11, responsáveis por 90% das verrugas anus-genitais, e 16 e 18, que causam a maioria dos cânceres de colo de útero e pênis).

O vírus, por ser um dos principais causadores do câncer de colo de útero, está bastante associado às mulheres, mas também pode ser altamente prejudicial aos homens. “O papel do homem é destaque na transmissão, mas o HPV também pode causar doenças no homem”, diz o infectologista e professor do curso de medicina da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais José Geraldo Leite Ribeiro. A infecção pelo HPV está relacionada a cerca de 40% dos casos de câncer de pênis e de 30% a 40% dos de câncer anal em homens. Para se ter uma ideia, oito em cada 10 indivíduos sexualmente ativos entrarão em contato com o vírus no decorrer de suas vidas.

Estudos científicos demonstram que a vacina ajuda o homem a produzir anticorpos e não causa eventos adversos. Em razão dos efeitos satisfatórios – tanto de proteção quanto e de não aparecimento de efeitos colaterais –, nos Estados Unidos, a vacina não só foi liberada pelo Food and Drug Administration (FDA), órgão que regulamenta o uso de medicamentos e alimentos, como foi incorporada ao calendário de vacinação de rotina. No mercado brasileiro, existem duas vacinas contra o HPV: a quadrivalente, que protege contra os vírus 6, 11, 16 e 18, e a bivalente, que protege contra os vírus 16 e 18. No entanto, o fabricante da vacina bivalente não recomenda o uso para homens.

O vírus


Os HPV são vírus da família Papilomaviridae, capazes de provocar lesões de pele ou mucosa. Na maior parte dos casos, as lesões têm crescimento limitado e habitualmente regridem espontaneamente. Existem mais de 200 tipos diferentes de HPV. Eles são classificados em de baixo risco de câncer e de alto risco de câncer. Somente os de alto risco estão relacionados a tumores malignos.

Incidência

A infecção por HPV atinge cerca de 630 milhões de pessoas no mundo. Estima-se que os tipos 16 e 18 do vírus causem de 40% a 50% dos cânceres vulvares e 70% dos cânceres vaginais, bem como 85% dos casos de câncer anal.

Sintomas

O HPV pode permanecer no organismo sem qualquer sintoma por meses e até anos. Os tumores malignos, por exemplo, podem demorar de 10 a 20 anos para se desenvolver.

Contágio

A probabilidade de contágio também é alta. Varia de 50% a 80% e o vírus pode ser transmitido mesmo que esteja latente (sem manifestação visível).

Vacina

A vacina quadrivalente contra o HPV é administrada em três doses, com aplicação intramuscular. A primeira pode ser aplicada em data escolhida, a segunda dose é administrada dois meses depois da primeira e a terceira dose, seis meses depois da primeira.


fonte:www.uai.com.br



quinta-feira, 26 de maio de 2011

Anvisa aprova vacina de HPV para homens


A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou a aplicação da vacina contra HPV (papilomavírus humano) em meninos e homens entre 9 e 26 anos.

A imunização previne as verrugas genitais causadas, principalmente, pelos tipos 6 e 11 do vírus. A vacina, conhecida como Gardasil (Merck Sharp & Dohme), está liberada para os homens nos EUA desde 2009.

No Brasil, ela foi aprovada para mulheres em 2008, mas só está disponível na rede privada, ao custo de R$ 900.

Para liberar a imunização masculina, a Anvisa se baseou em um estudo publicado no "New England Journal of Medicine", que comprova a redução de 90% das lesões genitais externas.

O estudo clínico, que acompanhou 4.065 homens em 18 países, inclusive o Brasil, comprovou a eficácia da vacina contra lesões ligadas aos tipos 6,11, 16 e 18 do HPV.

O tipo 16 é o que tem levado ao aumento dos tumores de boca e da região da garganta (orofaringe) no Brasil, conforme revelou a Folha ontem. Em hospitais brasileiros, até 80% desses cânceres estão associados ao HPV.


Editoria de Arte/Folhapress


PROTEÇÃO
Segundo a pesquisadora Luisa Villa Lina, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e uma das maiores especialistas em HPV no país, além das verrugas genitais, espera-se que a vacina proteja os homens contra tumores de pênis, ânus e orofaringe.

A infecção pelo papilomavírus está ligada a cerca de 40% dos casos de câncer de pênis e de 30% a 40% dos de câncer anal em homens.

Segundo Lina, o ideal é que, assim como as meninas, os garotos sejam vacinados antes do início da vida sexual. No Brasil, pesquisas indicam que isso acontece aos 13 anos, no caso dos homens, e aos 15, para as mulheres.

Mas a pesquisadora acredita que, mesmo que já tenham sido expostos ao HPV, homens e mulheres podem ser beneficiados, porque a vacina evita novas infecções e reduz o risco de câncer.

O pesquisador da USP Adhemar Longatto Filho afirma que a aprovação da vacina para homens vai trazer "um benefício tremendo". "O homem é o principal vetor de muitas das lesões causadas pelo HPV.

É crucial que ele seja vacinado."

CONTÁGIO

É comum o HPV permanecer no organismo sem qualquer sintoma por meses ou anos. Os cânceres, por exemplo, podem demorar de dez a 20 anos para se desenvolver.

O risco de contágio é alto (de até 80%), e o vírus pode ser passado mesmo latente (sem manifestação visível).

A maioria dos tipos de HPV não causa sintoma e desaparece espontaneamente sem tratamento, o que significa que muitas pessoas não sabem que são portadoras.

Um estudo recente mostrou, por exemplo, que 50% dos homens saudáveis já foram infectados pelo HPV. A vacina contra o papilomavírus é administrada em três doses, com aplicação intramuscular.

terça-feira, 1 de março de 2011

Pesquisa encontra vírus HPV em 50% dos homens



A metade dos homens saudáveis está infectada com HPV, indica um dos maiores estudos já feitos sobre a incidência da doença no sexo masculino. Os resultados são publicados nesta terça-feira no "Lancet".

O HPV (papiloma vírus humano) é transmitido por relações sexuais na maioria das vezes, e pode causar lesões na pele e nas mucosas.

A pesquisa acompanhou por quatro anos 4.074 homens de 18 a 70 anos do Brasil, dos EUA e do México.

Eles tiveram amostras recolhidas do pênis e do escroto submetidas a análise. Dos 50% com HPV, 30% tinham o vírus que pode levar a câncer, 38% tinham o não cancerígeno, e o restante tinha mais de um tipo de HPV.

Há mais de cem tipos de HPV, mas a maioria é inofensiva e assintomática.

As altas taxas de contaminação nos homens, superiores às das mulheres, surpreendem. Na população feminina, mais associada ao HPV, a taxa média de contaminação é de 14%, compara a pesquisadora Luisa Villa, do Instituto Ludwig, responsável pelo estudo no Brasil.

"Antes, acreditava-se que os homens tinham menos HPV, que as infecções ocorriam em menor proporção. Mas eles também têm infecções, e em taxas mais elevadas do que as mulheres."

Apenas recentemente é que começou a se estudar sobre o HPV no homem. Um dos motivos para isso é que, nas mulheres, as consequências das contaminações são mais graves, como o câncer de colo de útero -segundo tumor mais frequente, depois do de câncer de mama.

"Os homens foram deixados de lado. São o vetor do vírus, mas as mulheres têm mais doenças por causa dele", diz Glauco Baiocchi Neto, diretor de ginecologia oncológica do A.C. Camargo.
O risco aumenta com o número elevado de parceiras e com a prática de sexo anal.
As chances de ter HPV que pode evoluir para um câncer aumentaram 2,4 vezes em homens que tinham tido mais de 50 parceiras, e 2,6 vezes em homens com pelo menos três parceiros.
Editoria de Arte/Folhapress

MAIS IMUNIDADE

Outra novidade da pesquisa é que, entre os homens, o risco de adquirir o vírus é constante, dos 18 a 70 anos. Entre as mulheres, o risco é maior até os 25 anos e tende a diminuir com o tempo.

Segundo o estudo, ainda não se sabe o porquê dessa diferença, mas há hipóteses.
Uma é que o número de parceiras sexuais do homem é constante por toda a vida, o que faz com que aumente sua exposição. Por outro lado, essa maior exposição poderia criar uma resposta imune que os protege de outras infecções subsequentes.

PREVENÇÃO

O estudo frisa a importância da vacinação contra HPV em homens de todas as idades, como prevenção.

Estudo recente publicado no "New England" e feito em mais de 18 países, incluindo o Brasil, mostrou que a vacina contra o HPV pode ser eficaz também em homens.

Mas sua aplicação em homens só foi aprovada em alguns países, como EUA, Panamá, Equador e Austrália.

O Brasil usa dois tipos de vacina contra o HPV, só em mulheres. São encontradas em clínicas particulares e indicadas a meninas e mulheres entre nove e 26 anos, mas não excluem a necessidade do Papanicolaou para prevenção do câncer.

Camisinha reduz o risco, mas, diz o urologista Alvaro Sarkis, não protege 100%.

Para Jorge Hallak, professor de urologia da USP, a melhor prevenção é a circuncisão, que diminui em mais de 70% as chances de contágio.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

HPV: veja por que é importante prevenir!




Sou uma mulher super cuidadosa com minha saúde e pelo menos uma vez ao ano faço todos os exames preventivos necessários para garantir uma vida saudável.

Entre os exames que faço anualmente está o Papanicolau, que é o preventivo de câncer do colo de útero, doença causada principalmente pelo HPV-Papilomavirus humano.

Sempre faço entrevisto médicas no programa Revista da Tarde, que apresento de segunda a sexta de 14 às 16 horas, na rádio Inconfidência AM 880, que alertam as mulheres sobre o HPV e que falam sobre a importância do sexo seguro com camisinha e dos exames preventivos.

Resumindo: já ouvi falar muito sobre o HPV porém, nunca havia visto nenhuma fotografia mostrando as várias formas como a doença pode se instalar nas pessoas.

Hoje, ao procurar algumas imagens sobre o HPV fiquei chocada ao ver que esse vírus atinge não apenas as mulheres mas também os homens. E atinge não apenas os órgãos genitais mas, outras partes do corpo, como a mão, a boca entre outros locais.

As fotos são chocantes porém, peço licença para mostrar algumas aqui com o objetivo de chamar a atenção para a importância de se prevenir contra essa doença que pode ser muito grave e é muito mais comum do que se pensa.










Depois de ver essas fotos chocantes, será mais fácil entender por que o HPV é uma doença que mexe tanto com o emocional das mulheres, conforme mostra a  matéria que você vai ler a seguir:



Pesquisa mede impacto emocional da infecção pelo HPV em mulheres 
MARIANA PASTORE


As verrugas genitais causadas pelo HPV (papilomavírus humano) provocam mais impacto na vida das mulheres do que as lesões internas causadas pelo mesmo vírus, que não aparecem a olho nu, mas são mais graves.

A conclusão é de um pequeno estudo com 29 pacientes da Santa Casa de São Paulo.

O HPV é a doença sexualmente transmissível mais comum e afeta cerca de 630 milhões de pessoas no mundo.

Há dois tipos de reação ao HPV: a verruga genital, de baixo risco, e a lesão pré-cancerosa e o câncer, que não são visíveis, mas são de alto risco. O levantamento mostra que a preocupação e o medo são os sentimentos campeões quando o diagnóstico da doença é revelado, seguidos pela raiva.

Segundo a ginecologista Adriana Campaner, coordenadora do estudo, o diagnóstico do HPV causa brigas entre as mulheres e seus companheiros. Entre as avaliadas, 21% relataram conflito com o parceiro lingando a doença à infidelidade e 10% romperam suas relações por causa disso.

Mas, segundo Campaner, essa reação é equivocada, porque não é possível identificar quando a pessoa contraiu o vírus. "A manifestação das lesões pode levar anos."

NÚMEROS
Segundo a ginecologista, 80% das mulheres do mundo todo vão se infectar com HPV pelo menos uma vez na vida. Ainda afirmou que a chance de uma mulher contrair o vírus em uma relação sexual é de 30% a 60%.

TRANSMISSÃO
Em 90% dos casos, o HPV é transmitido por relações sexuais, mas há casos de pessoas que já contraíram o vírus pelo contato com o vaso sanitário, uma toalha umedecida, sabonete e até material cirúrgico que não foi higienizado.

TRATAMENTOS
O condiloma pode ser tratado por métodos químicos ou físicos, que destróem a lesão. Já para tratar a lesão pré-cancerosa, é necessário fazer uma cirurgia para retirada da lesão. O tratamento para o câncer no colo do útero depende do grau de comprometimento do organismo.
"O ideal é descobrir as lesões pré-cancerosas antes de virarem câncer", alerta a ginecologista. "Mas em apenas uma em cada cem mulheres o HPV evolui para o câncer."

PREVENÇÃO
A prevenção contra a doença inclui a prática de sexo seguro, a vacinação e exames regulares -como o papanicolau e a consulta ginecológica de rotina.