segunda-feira, 27 de abril de 2009

Temos que ficar atentos.


Eu estou, tu estás, ele está, todos nós estamos preocupados com a possibilidade dessa tal gripe suína se tornar uma pandemia. Na minha opinião os números já são, de certa forma, assustadores, como você vai ver a seguir:

No México, a gripe suína contaminou mais de 1.600 pessoas e matou 22 --esse número pode chegar a 149, se exames laboratoriais apontarem a gripe suína como causa da morte em todas as suspeitas. Nos Estados Unidos, o número de casos confirmados é de 40, sendo 20 apenas na cidade de Nova York, em um grupo de alunos de uma escola particular católica que viajou para o México recentemente. No Canadá, há sete casos confirmados.

Foram confirmados casos também na Europa -um na Espanha e dois na Escócia.
No total, 11 países -Colômbia, Suíça, Dinamarca, Reino Unido, Nova Zelândia, Israel, Suécia, Hong Kong, França, Peru e Alemanha-- investigam casos de suspeita de gripe suína, sempre envolvendo passageiros que estavam em trânsito no México ou pessoas que tiveram contato direto com esses passageiros.

No Brasil, o Ministério da Saúde divulgou na noite desta segunda-feira uma nota informando que acompanha o estado de saúde de 11 pessoas que vieram dos países afetados pela gripe suína com os sintomas da doença. De acordo com o órgão, no entanto, nenhum caso foi confirmado até a noite desta segunda-feira.

Segundo o órgão, três casos estão sendo investigados em Minas, dois no Rio, dois no Amazonas, outros dois no Rio Grande do Norte, um em São Paulo e o último no Pará. As pessoas estão sendo monitoradas pelas respectivas secretarias estaduais de Saúde.

Em Belo Horizonte, um casal de brasileiros que passou a lua de mel em Cancún, no México, chegou na madrugada desta segunda-feira ao aeroporto Tancredo Neves, em Confins, com os sintomas da gripe suína. Eles foram encaminhados ao Hospital das Clínicas da cidade, onde estão internados em uma área de isolamento.

Um empresário que recentemente viajou aos Estados Unidos é a terceira pessoa a ser internada em Belo Horizonte, com suspeita de gripe suína. A informação é da Secretaria Estadual de Saúde, que disse que todos os casos estão sendo investigados.

De acordo com a assessoria de imprensa do órgão, o homem --morador de Belo Horizonte-- voltou no último dia 17 ao Brasil de uma viagem a Boston, nos Estados Unidos. Nesta segunda-feira, por volta das 16h30, o empresário procurou uma unidade médica, após passar cerca de uma semana com os sintomas da doença.

O Ministério da Saúde pede que viagens desnecessárias sejam adiadas e que os brasileiros que viajarão para México e EUA usem máscaras cirúrgicas, para evitar contágio.

Saiba mais sobre a doença:

O que é a gripe suína?
É uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é diferente do H1N1 totalmente humano que circula nos últimos anos, por conter material genético dos vírus humanos, de aves e suínos, incluindo elementos de vírus suínos da Europa e da Ásia.

Como é transmitido o vírus?
Em casos registrados nos últimos anos, a doença foi contraída por pessoas que tiveram contatos com criações de porcos, mas não há registro de que o mesmo tenha acontecido no atual surto. Ela está sendo da mesma forma que a gripe comum: por via aérea, de pessoa para pessoa, por meio de espirros e tosse.

Infecção de gripe suína é comum em humanos?
No passado, os Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC) registraram 12casos de infecção humana pelo vírus da gripe suína, todo em pessoas que tiveram contato com porcos. Nesses casos, não houve evidência de transmissão entre humanos.

Pode-se contrair a doença comendo carne de porco?
Não. Os vírus da gripe suína não são transmitidos pela comida. O governo mexicano e a OMS (Organização Mundial de Saúde) descartaram qualquer risco de infecção por ingestão de carne de porco. De acordo com o CDC, a temperatura de cozimento (71ºC) destrói os vírus e as bactérias.

Quais são os sintomas da gripe suína em humanos?
Os sintomas em humanos são parecidos com os da gripe comum e incluem febre acima de 39°C, falta de apetite e tosse. Algumas pessoas com a gripe suína também relataram ter apresentado catarro, dor de garganta, náusea, vômito e diarreia forte.

Trata-se de um novo tipo de gripe suína?
Assim como no ser humano, os vírus da gripe sofrem mutação contínua no porco, um animal que possui, nas vias respiratórias, receptores sensíveis aos vírus da influenza suína, humana e aviária. Os porcos tornam-se incubadoras que favorecem o aparecimento de novos vírus gripais, através de combinações genéticas, em caso de contaminações simultâneas. Esses tipos de vírus híbridos podem provocar o aparecimento de um novo vírus da gripe, tão virulento como o da gripe aviária e tão transmissível como a gripe humana.

Qual a diferença entre a gripe suína e a gripe comum?
A gripe suína é caracterizada pelos sintomas da gripe comum, mas pode causar vômitos e diarreia mais graves. A gripe comum mata entre 250 mil e 500 mil pessoas a cada ano, principalmente entre a população mais velha. A maioria das pessoas morre de pneumonia, e a gripe pode matar por razões que ninguém entende. Também pode piorar infecções por bactérias. A maioria dos mortos da gripe suína tinha entre 25 e 45 anos.

Como a infecção de humanos com gripe suína pode ser diagnosticada?
Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório. Entretanto, algumas pessoas, principalmente crianças, podem espalhar o vírus por dez dias ou mais.

Existe vacina contra esta doença?
As vacinas normais contra a gripe são alteradas todos os anos para incluir imunização contra novas variedades de vírus. Segundo as autoridades mexicanas, que citam a Organização Mundial de Saúde (OMS), a vacina existente para humanos é para uma cepa anterior ao vírus, com o qual não é tão eficaz. Mas como os casos confirmados de mortes atingiram adultos, é possível que as pessoas mais vulneráveis --crianças e idosos--tenham se beneficiado por serem alvo de vacinação mais regularmente que os adultos jovens.

Existe algum remédio eficaz contra a doença?
Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC.

Por que a OMS está em estado de alerta?
Porque há casos humanos associados a um vírus de gripe animal, mas também pela extensão geográfica dos diferentes focos, assim como pela idade não habitual dos grupos afetados. A gripe suína representa o maior risco de uma pandemia em larga escala desde que a gripe aviária que ressurgiu em 2003.

Os turistas com viagens marcadas para o México devem ficar preocupados?
A OMS diz que não é preciso alterar planos de viagens e o México disse que não vê necessidade de fechar as fronteiras. Mas governos de países como Itália, Polônia e Venezuela aconselharam os seus cidadãos a adiarem viagens às áreas em que foram registrados casos de gripe suína no México e nos EUA. Segundo a OMC, o fechamento de fronteiras e as restrições às viagens seriam inúteis, porque o vírus já se espalhou.
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Para evitar a contaminação, o Ministério da Saúde pede que as pessoas não compartilhem alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal, enquanto estiverem nas áreas afetadas pela gripe suína. Também é preciso lavar as mãos com frequência, por 15 a 20 segundos, usando água e sabão ou até gel à base de álcool, especialmente depois de tossir ou espirrar --é bom evitar levar a mão aos olhos, ao nariz ou a boca.

Fonte: www.folha.com.br

4 comentários:

Cathwillows disse...

Vou comprar máscara cirúrgica e sair por aí! Acho bonito!
:P

Suzana Scrap Blog disse...

Olá Deborah, esta materia esclareceu muita coisa, mas ainda tenho uma dúvida, o vírus permanece vivo por quanto tempo em objetos?
Você tem esta informação?

blogdadeborahrajao disse...

Adorei, Cathwillows. Vc é fashion até na doença! Beijos.

blogdadeborahrajao disse...

Susana, o que consegui de informação sobre sua pergunta é:

PERÍODO INCUBAÇÃO do H1N1:
Em geral de 1 a 4 dias, é o tempo que o vírus fica latente, e o indivíduo não manifesta os sintomas, mas pode transmitir a doença, por isso a necessidade de acompanhamento por 10 dias uma pessoa suspeita de contaminação para ter certeza que não esta contaminado.

PERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE:
Um indivíduo infectado pode transmitir o vírus no período compreendido entre 2 dias antes do início dos sintomas, até 5 dias após os mesmos.
Um abraço e obrigada pela visita.