quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Parabéns, meu branco dos olhos azuis!



Nesta quinta-feira, meu filho do meio completa 18 anos de idade. Custo a acreditar que o tempo passou tão rápido. Afinal, outro dia mesmo ele nascia. Ainda posso me lembrar daquele bebê de carinha muito branca, cabecinha totalmente careca, ainda sujo de sangue, pendurado para baixo, seguro pelas mãos do médico e ainda ligado a mim pelo cordão umbilical.

Ele foi o filho que nasceu mais rápido. Assim como os outros, Pedro também nasceu de parto natural. Comecei a sentir os sinais de que ele estava para vir ao mundo por volta das cinco horas da manhã do dia 15 de outubro de 1991, na cidade de Hyannis, estado de Massachussets, nos Estados Unidos.

Cheguei ao hospital depois das 6 horas e ele nasceu às 7. Foi tudo muito, muito rápido. Nem cheguei a sentir as dores do parto.

Para vocês terem a idéia da rapidez, quando cheguei à maternidade, o médico me examinou e fez uma previsão de que o bebê nasceria por volta das 10 horas ou mais. Assim que o médico saiu do quarto, comecei a sentir contrações ainda mais fortes e tive a certeza que já era hora de parir.

Percebi que meu bebê já queria sair a qualquer custo e disse ao meu marido:-Corra, chame a enfermeira e o médico pois o Pedro está nascendo! E realmente estava. Foi um corre-corre! A enfermeira chegou logo e pediu a meu marido para buscar imediatamente o médico pois ela não podia me deixar sozinha.

Meu marido saiu como um corisco à procura do obstetra. Rapidamente ele chegou acompanhado do doutor que me examinou e disse: seu filho está mesmo nascendo!

Naquele instante todos começaram a se movimentar. Para não perder nenhum segundo, ao mesmo tempo em que vestia um avental azul o doutor aplicava a anestesia local no meu períneo e sem ao menos esperar a xilocaína fazer efeito, fez um pequeno corte para facilitar a passagem do bebê.

Cheguei a sentir o bisturi me cortar. Mas, segundos depois meu filho nascia. Foi tudo tão rápido que meu marido não conseguiu acompanhar o parto nem cortar o cordão umbilical de nosso Pedrinho. É que depois de chegar com o médico ele foi se preparar e colocar o avental para acompanhar o parto. Porém, em curtíssimo espaço de tempo, meu filho nasceu e o médico foi quem cortou o cordão umbilical.

Pedro nasceu branquinho e de olhos muito azuis. Ele é o único membro da família que puxou os olhos claros da vovó Célia. Meu Pedro foi uma das crianças mais lindas que já conheci. Encantava e chamava a atenção de todas as pessoas que tinham contato com ele.

Ao completar um mês de idade, voltamos para o Brasil. Quando chegamos aqui, foi uma grande festa. Pedro foi a grande estrela e fez a alegria de todos da família.

E hoje, meu garoto cresceu... e se transformou em um homem lindo, puro, generoso, sensível, educado, amável, divertido e um grande amigo, acima de tudo.

Parabéns, meu Pedrão. Obrigado por você existir, por fazer parte da minha vida. Você, assim como seus irmãos, é um presente que Deus me deu.

Que você seja sempre feliz e consiga realizar todos os seus sonhos. Para mim, você será sempre uma pessoa muito especial. Conte sempre comigo! Te amo muito!

3 comentários:

Cathwillows disse...

Parabéns pro Pedro!
Ele era um bebê de parar o transito mesmo!
E esta parte do corte sem a anestesia pegar arrepiou meus cabelinhos todos! PÂNICO!!!

Bjs!

Nivaldo Vasconcelos disse...

Linda homenagem ao seu filho!
parabéns Pedrão! Tudo de bom!, adorei seu blog Deborah, acho que nos falaremos mais vezes!!!!!
um abração!

blogdadeborahrajao disse...

Seja bem vindo, Nivaldo.
Vou aguardar novas visitas. Visitei seu blog também e adorei. Com certeza, vamos nos falar mais vezes! Um abração!